As mulheres do Século XVIII eram submetidas a um sistema desumano de trabalho, com jornadas de 12 a 18 horas diárias, espancamentos e ameaças sexuais.
A partir da Revolução Industrial, em 1789, que as reivindicações ligadas aos movimentos feministas que buscavam mais dignidade para as mulheres e sociedades mais justas e igualitárias tomam maior vulto, com a exigência de melhores condições de trabalho, acesso à cultura e igualdade entre os sexos (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho).
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve que foi duramente reprimida pelos policiais.
Era a primeira greve norte-americana conduzida totalmente pelas mulheres, e suas reivindicações eram melhores condições de trabalho, redução na carga diária de trabalho para dez horas, equiparação de salários com os homens e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
Para fugir da violenta repressão, essas operárias se refugiaram na fábrica. Os donos da empresa, junto com os policiais, trancaram-nas no local e atearam fogo, matando carbonizadas todas as tecelãs.
Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual.
Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história. Mesmo com todos os avanços, ainda sofremos, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional.
Por muitos séculos, fomos vistas apenas com o papel de completar e embelezar a vida do homem. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização a que somos submetida.
É longo o nosso caminho e, ainda hoje, há muitas barreiras a serem transpostas para o desenvolvimento do nosso potencial humano em busca de respeito, dignidade pessoal, social e conquistas profissionais, contra o preconceito e a desvalorização.
Por tudo isso, muito mais que um dia comemorativo, o 8 de março é um dia de luta e reflexão.

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