Os ventos da abertura política começavam a soprar, os trabalhadores, em comemoração ao dia do Trabalhador, reuniram-se em um mega show.
Mesmo disposto a prosseguir com a abertura do regime, o general Figueiredo não pretendia entrar em atrito com os serviços de informação, principalmente o CIE, cujos integrantes estavam irritados com os rumos políticos do governo. Como muitos deles haviam sido responsáveis por centenas de casos de tortura e desaparecimento, temiam ser humilhados e punidos, caso o regime se desfizesse.
E como não existia perigo real, as alas reacionárias da ditadura estavam dispostas a "fabricar" ameaças para justificar uma volta à repressão mais violenta.
O chamado atentado do Riocentro foi um frustrado ataque a bombas que foram plantadas pelo sargento Guilherme Pereira do Rosário e pelo então capitão Wilson Dias Machado.O artefato, que seria instalado no edifício, explodiu antes da hora, matando o sargento e ferindo gravemente o capitão Machado.
Ninguém foi punido.
Em 4 de maio de 1999, o caso Riocentro foi, arquivado pelo ministro civil do STM, Carlos Alberto Marques Soares. Segundo ele, o poder de punição do Estado teria cessado, ou seja, mesmo que surgissem novas provas, nada mais poderia ser feito, já que uma decisão anterior do STM enquadrou o caso na Lei de Anistia.
Rio - 18 de março de 2011
Manifestantes protestam contra a visita de Obama por meio de uma passeata pacífica.
Em passeata, chegam em frente à embaixada norte-americana.
De repente, instala-se um tumulto.
O protesto terminou com 12 pessoas presas e um menor apreendido.
Dos 13 ativistas, 10 são militantes do PSTU. Segundo Cyro Garcia, presidente do partido, "a visita dos parlamentares é muito importante. Estas prisões são políticas. Não há nenhum motivo para eles estarem em um presídio", afirmou.
O grupo é formado por três mulheres, que estão em uma cela com mais uma detenta em Bangu 8, em uma cela com outra detenta; e nove homens, que estão em Água Santa. Um estudante, menor de idade, teve o seu habeas corpus negado há pouco e pode ser transferido para o Instituto Padre Severino, com jovens infratores.
O grupo é formado por três mulheres, que estão em uma cela com mais uma detenta em Bangu 8, em uma cela com outra detenta; e nove homens, que estão em Água Santa. Um estudante, menor de idade, teve o seu habeas corpus negado há pouco e pode ser transferido para o Instituto Padre Severino, com jovens infratores.
Os manifestantes não têm direito a fiança. A principal acusação é de ter tentado "causar um incêndio" no consulado dos Estados Unidos. "É uma vergonha o que está acontecendo. São presos políticos do governo Sérgio Cabral e de Dilma, no momento em que Obama desembarca no Brasil", protestou Cyro Garcia. "Estamos muito preocupados com a segurança e faremos uma campanha internacional por sua liberdade. O governador é responsável pela integridade deles", afirmou.Os 13 foram presos após um coquetel molotov ter sido lançado no ato em frente ao consulado. O PSTU lançou um comunicado à imprensa, no qual reafirma o caráter pacífico da manifestação. "Tem gente lá presa sem nenhuma prova, apenas porque levantou um sapato contra a bandeira dos Estados Unidos. É um absurdo", afirma Cyro.
Qualquer semelhança entre 1981 e 2011 será mera coincidência?
Assine a petição no link abaixo:
Abaixo-assinado Libertação imediata dos 13 presos políticos, que protestavam contra a visita de Barack Obama ao Brasil.








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