segunda-feira, 7 de março de 2011

8 de Março, muito mais do que uma data festiva, é um dia de LUTA!


Pesquisando pela Internet, encontrei algumas versões diferentes para a origem do 8 de março como o dia Internacional da Mulher.
Há uma corrente que proclama que a data é, como postei em 05/03, uma homenagem às mulheres que morreram em uma fábrica, em represália por terem ousado se rebelar e lutar contra discriminação, jornadas excessivas, assédio sexual.
Outra corrente proclama que a origem teria sido nos primórdios da Revolução Russa, ou melhor, que a luta da mulher teria dado origem à própria Revolução Russa.
Na Wikipédia temos um verbete que expõem: “O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por "Pão e Paz" - por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto. No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920. Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária.” 
Mas, seja qual for a verdadeira origem, não podemos negar o espírito de luta presente em ambas as versões. Luta contra a opressão, a discriminação, a exploração...
Hoje, estou mais propensa a acreditar na versão sobre a Revolução Russa,  haja vista a publicação no site Visão Espírita, que assim coloca:

“O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por “Pão e Paz” – por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920.
Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária.
Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.
1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em Dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, mas também a discriminação e a violência a que muitas delas ainda são submetidas em todo o mundo.”
Outro endereço interessante sobre o 8 de março é História Licenciatura, do Edson Day, que tem uma pesquisa sobre o assunto, com uma ampla referência bibliográfica.
O que não podemos aceitar, em hipótese alguma, é essa onda festiva que querem impingir-nos goela abaixo para que se esqueça a verdadeira origem do 8 de março: a luta da mulher contra a exploração, contra a discriminação, contra a opressão.

“VIDA LONGA A LUTA DAS MULHERES POR DIGNIDADE PARA TODA A HUMANIDADE! QUE O DIA 8 DE MARÇO NÃO SEJA MAIS UM DIA DE DITRIBUIR ROSAS E MENSAGENS. É PRECISO QUE A REVOLUÇÃO CONTINUE, POR QUE MULHERES E HOMENS AINDA SÃO VÍTIMAS DA EXPLORAÇÃO NO MUNDO TODO. E ENQUANTO HOUVER UMA MULHER EXPLORADA POR UM HOMEM OU UM HOMEM SENDO EXPLORADO POR UM HOMEM, NÃO TEREMOS A PAZ NECESSÁRIA PARA QUE O PÃO CHEGUE A TODAS E TODOS.” Luiz Muller Blog

2 comentários:

  1. Mravilhoso, Beth. E como é doloroso saber que ainda estamos tão distante da sonhada igualdade de direitos! Mas como é edificante saber que, mesmo aos pouco, estamos encurtando as distãncias, avançando pelas nossas próprias iniciativas, lutas e vitórias! Bjs de Luz pra você. Amei sua matéria, sua página e seu perfil! Bjs de Luz! Luzmar Oliveira (8 de março)

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  2. Muito instrutivo seu blog, Beth! Vou recomendá-lo aos meus alunos que terão que fazer vários trabalhos a respeito. Amei seus posts, ainda temos muito que lutar para que o respeito aos Direitos da Mulher se incorpore à cultura e seja assimilado por homens e mulheres. Muita Luz!

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