terça-feira, 3 de abril de 2012

CERVEJA COM SANGUE E EXPLORAÇÃO DE TRABALHADORES NÃO DESCE REDONDO


A cervejaria AmBev/INBEV que produz as marcas SKOL, BRAHMA, BUDWEISER, ANTARTICA, BOEMIA e várias outras marcas pelo mundo, esconde por trás de sua máscara de empresa modelo para se trabalhar, um verdadeiro mistério: a exploração, o assédio moral, a falta de segurança e o descaso com a saúde dos trabalhadores.
No Brasil nos últimos anos a AmBev já sofreu varias condenações por praticas de assédio moral e abuso contra a saúde dos trabalhadores.
A prática do assédio moral é tão forte que hoje temos dezenas de trabalhadores com doenças psíquicas e estresse, que já levaram trabalhadores às vias de tentativas de suicídio. Hoje, muitos destes trabalhadores se encontram em tratamento médico por problemas nervosos e psíquicos.
Tendo como carro chefe deste assédio a pressão da chefia por cada vez mais produção, as exigências dos programas de qualidade e as avaliações individuais, o excesso de jornada, etc...
A política de segurança da AmBev/INBEV não tem sido falha só em Jacareí. Nas demais unidades espalhadas por 32 países no mundo as doenças e acidentes do trabalho têm ocorrido, exemplo: suas unidades na CHINA, que nos últimos anos de sua existência, têm patrocinado vários acidentes, mortes e doenças do trabalho.
Nos últimos dois anos têm ocorrido, dentro das plantas da companhia em todo mundo, mortes de trabalhadores a exemplo aqui no Brasil que só nos últimos seis meses temos conhecimento de duas mortes em acidentes do trabalho.
Centenas ficam mutilados por acidentes do trabalho sofridos dentro da companhia, para não falar que existe um verdadeiro exército de lesionados com doenças do trabalho devido às péssimas condições no ambiente de trabalho.
Os altos níveis de ruídos, o trabalho em condições anti-ergonômicas, os produtos químicos, ou até mesmo o trabalho em locais em contato com ratos e pombos e o tratamento de esgoto sanitário coloca estes trabalhadores em contatos com coliformes fecais de gente e animais peçonhentos, colocando em risco de contraírem doenças como leptospirose, doenças de pombo e hepatite c.
As péssimas condições do ambiente de trabalho e as condições inseguras na fábrica são muitas.
Em Janeiro existia mais de 280 condições inseguras registradas e catalogadas nos books de incidentes da empresa.
Isto tem levado que a unidade de Jacareí seja, hoje, uma das campeãs em acidente do trabalho e doenças profissionais.
Existem hoje dezenas de trabalhadores em tratamento médico por problemas de doenças do trabalho e ocorrem, em média, 2 acidentes a cada 3 dias na fábrica nos momentos de alta produção.
Porém, para camuflar e esconder os índices alarmantes de acidentes e doenças do trabalho, muitas vezes não é aberta a CAT (Comunicação de Acidentes do Trabalho) e quando abertas essas CATs, na maioria das vezes, estes trabalhadores não são afastados e são colocados em trabalho compatível.

É normal a gente ver na fábrica, trabalhadores circulando com muletas, gesso, colete cervical ou ferimentos. Tudo isso para não quebrar os índices de acidentes exigidos por lei.
Existe ainda outro agravante: a escala de trabalho é abusiva. Hoje existe uma escala que já é ruim, onde o trabalhador, pela escala, só folga nos finais de semana de 70 em 70 dias. E ainda, quando estas folgas caem no meio da semana, dificilmente o trabalhador folga: a empresa, à revelia da entidade sindical, criou um banco de horas e quando a produção cresce, em média, 8 meses por ano, tem trabalhador que só folga de 60 em 60 dias e isso aumenta o estresse, os acidentes e doenças do trabalho.
Junto a isso, ainda existe um programa de remuneração variável chamado PEF, Programa de Excelência Fabril, que chega ser infinitamente pior que a lei 10.101/2000, este programa, sem discutir com o sindicato, impõem metas abusivas acelerando o ritmo de produção e criando as famosas avaliações individuais que faz com que o assédio moral e os acidentes e doenças do trabalho aumentem cada vez mais.
Todas estas denúncias, nós nestes anos de atuação como cipeiro e vice-presidente da CIPA na AmBev e como membro da direção da CSP CONLUTAS, em nossos boletins distribuídos na fábrica e protocolamos no MINISTÉRIO PÚBLICO, no MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO e ATÉ NA POLICIA FEDERAL, se consultados nestes órgãos públicos, verão que existe um volume extenso de nossas denúncias que, em muitas vezes, acabaram sendo arquivados por falta de interesses destes órgãos para com a saúde dos trabalhadores.
SÃO ESSES ALGUNS DOS MOTIVOS PELOS QUAIS NÓS ESTAMOS SENDO PUNIDO COM A DEMISSÃO POR JUSTA CAUSA.
E aí: você ainda continua achando que as cervejas da AmBev/INBEV DESCEM REDONDO?
PATROCINAM MORTES, DOENÇAS E ACIDENTES DO TRABALHO E AINDA DEMITEM QUEM DENUNCIA
VOCE ACHA JUSTO?

JOAQUIM BOCA ARISTEU
Vice-Presidente da CIPA da AmBev 2011/2012,
Membro da Direção Executiva da CSP-CONLUTAS
e militante do Bloco de Resistência Socialista Sindical e Popular

Por: Joaquim Aristeu Benedito da Silva




Assinar essa petição é uma forma de pressionar a Ambev e contribuir para a reintegração de um cipeiro demitido injustamente. Também é um ato de solidariedade de classe e de manifestação em defesa do direito à livre organização dos trabalhadores!

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